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Quantas vezes você já ouviu — ou sentiu — que cuidar de si era “egoísmo”?
Talvez por dizer “não”, por colocar limites, por escolher o que te faz bem, alguém tenha te acusado de pensar só em si.
E, por medo de parecer insensível, você foi cedendo. Se anulando. Se colocando por último.
A verdade é: amor próprio e egoísmo não são a mesma coisa.
Confundir os dois é uma das causas mais comuns de relações desequilibradas, esgotamento emocional e baixa autoestima.
Neste artigo, vamos esclarecer essa diferença com exemplos claros — e te mostrar por que cultivar o amor próprio é, na verdade, o melhor presente que você pode dar a si mesmo(a) e a quem ama.
Amor próprio é o compromisso com o seu bem-estar físico, emocional, mental e espiritual.
É a capacidade de se tratar com respeito, carinho e honestidade.
É se reconhecer como merecedor(a) de cuidado, sem precisar que alguém te “autorize”.
Quem tem amor próprio:
– Sabe dizer sim e também sabe dizer não
– Não se abandona para agradar os outros
– Cuida da própria saúde emocional
– Se responsabiliza por suas escolhas — e por sua felicidade
– Se valoriza, mesmo quando não é valorizado por todos
Amar a si mesmo(a) é a base para amar com verdade o outro.
Egoísmo é agir unicamente em benefício próprio, sem considerar o impacto das suas atitudes nos outros.
É ignorar as necessidades alheias por conveniência.
É não saber (ou não querer) partilhar.
O egoísmo afasta. O amor próprio sustenta.
Exemplo:
– Egoísta: “Vou fazer isso, não me importo se vai te machucar.”
– Amor próprio: “Preciso fazer isso por mim. Eu entendo que pode ser difícil para você, mas é algo que preciso viver.”
Muitas vezes, ela vem de relações onde se esperava que você se anulasse para provar amor.
Famílias, parceiros(as), amizades tóxicas podem ter reforçado a ideia de que você só é bom o bastante quando se sacrifica.
Mas amor não é sacrifício constante.
Relacionamentos saudáveis respeitam limites e reconhecem a individualidade de cada um.
Você não precisa se explicar tanto para dizer “não posso”, “não quero” ou “isso não me faz bem”.
Limite não é rejeição — é proteção.
Você pode adiar um encontro para descansar.
Pode se afastar de alguém que te drena.
Pode escolher o silêncio quando o ambiente é agressivo.
Cuidar de si não é fugir — é saber o seu tamanho.
Dizer “obrigado, mas não quero” ou “agradeço, mas não estou disponível agora” é um ato de maturidade — não de frieza.
Substitua frases como:
– “Eu sou egoísta por pensar em mim”
Por:
– “Eu também importo nessa história.”
– “Me cuidar não diminui ninguém.”
– “Quem me ama vai compreender meus limites.”
Quando você se ama, você se torna mais capaz de amar de forma generosa.
Porque já não espera que o outro te salve, te prove, te complete.
Você entra inteiro(a) nas relações — e não exigindo que o outro conserte suas faltas.
O amor próprio não exclui o outro — ele prepara o espaço para o amor verdadeiro.
Amar a si mesmo(a) não é sinal de egoísmo. É sinal de lucidez.
É o que te permite dizer sim com presença e dizer não com paz.
É o que impede que você aceite migalhas por medo de estar só.
É o que transforma relações de carência em relações de escolha.
Amor próprio é base. É raiz. É estrutura.
E quem te faz sentir culpa por exercê-lo… talvez ainda não saiba o que é amar de verdade.
– Brené Brown – A Coragem de Ser Imperfeito
– Robin Norwood – Mulheres que Amam Demais
– Bell Hooks – Tudo Sobre o Amor
– Instituto de Psicologia da USP – Pesquisas sobre autoestima e relações familiares
– Psicologia Viva – Artigos sobre autovalor e limites afetivos