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Falar todo mundo fala.
Mas conversar de verdade — com presença, escuta e intenção — é outra história.
Especialmente quando já se viveu outras relações, já se machucou, já se calou demais… ou falou mais do que sentia.
No novo namoro, é preciso reaprender a conversar.
Não como na adolescência, onde tudo era urgência e emoção.
Mas com a maturidade de quem sabe que o diálogo certo sustenta o afeto — e o silêncio errado destrói.
Conversar bem é uma habilidade afetiva. E, como toda habilidade, pode ser desenvolvida.
É natural querer contar tudo.
Compartilhar traumas, feridas, histórias.
Mas se a conversa vira só desabafo unilateral, o outro se afasta — ou se cansa.
O diálogo maduro é troca.
É dizer o que sente, mas também perguntar o que o outro sente.
É abrir espaço para o que o outro pensa — mesmo que seja diferente de você.
Conversar não é vencer uma discussão.
É entender um ao outro.
Você realmente está escutando?
Ou só esperando a sua vez de responder?
A escuta madura envolve:
– Silenciar a própria ansiedade
– Não interromper
– Não interpretar com base no passado
– E, acima de tudo, acolher sem querer consertar
Às vezes, o outro só precisa ser ouvido.
Não analisado.
Não corrigido.
Só acolhido.
Evite frases que começam com:
– “Você sempre…”
– “Você nunca…”
– “Você é egoísta…”
Em vez disso, diga:
– “Eu me senti só quando…”
– “Fiquei triste quando você…”
– “Gostaria que você me explicasse melhor…”
Falar do que sente aproxima.
Acusar o outro pelo que ele “é” afasta.
O tom importa tanto quanto o conteúdo.
Nem todo mundo gosta de resolver algo na hora.
Alguns precisam de espaço. Outros precisam falar logo.
O casal precisa combinar qual é o melhor jeito de conversar nos momentos tensos.
Perguntas que ajudam:
– “Você prefere que a gente fale agora ou daqui a pouco?”
– “Prefere conversar pessoalmente ou por mensagem?”
– “Como você se sente quando eu falo assim?”
Esses acordos prévios evitam brigas desnecessárias e mal-entendidos.
Brincadeiras com segundas intenções podem parecer inofensivas.
Mas minam a confiança.
– Evite “piadinhas” que expõem o outro.
– Fuja de joguinhos do tipo “vou sumir pra ver se sente minha falta”.
– Não use o silêncio como punição.
A maturidade pede clareza.
Se algo incomodou, diga.
Se algo te tocou, expresse.
Porque a intimidade cresce onde a verdade se comunica — e não onde se esconde.
Cada relação é um território novo.
Evite trazer mágoas antigas pra conversas atuais.
Evite comparar o novo parceiro(a) com o ex.
Evite esperar as mesmas respostas, o mesmo estilo de diálogo.
Reaprender a conversar é reaprender a confiar.
É dar ao outro a chance de ser escutado como ele é — e não como você supôs que ele seria.
Nem toda hora é hora de conversar.
E não conversar não significa indiferença — pode ser respeito, autocontrole, ou tempo para elaborar o que se sente.
Saber esperar o momento certo de conversar é também maturidade.
Conversar bem não é falar o tempo todo — é saber quando, como e por que falar.
Reaprender a conversar no namoro é um gesto de amor.
Com o outro — e com a própria história.
É sair do piloto automático, do grito, do orgulho…
E entrar no território da presença, da escuta e da construção.
Porque no fim, o que sustenta o amor não é só a paixão.
É a capacidade de se comunicar com verdade, mesmo nas horas difíceis.
E isso, sim, é a base de um relacionamento consciente.
– Marshall Rosenberg – Comunicação Não-Violenta
– Harriet Lerner – A Dança da Conexão
– Brené Brown – A Coragem de Ser Imperfeito
– Psicologia Viva – Artigos sobre escuta ativa e vínculos afetivos
– Instituto do Casal – Pesquisas sobre diálogo e intimidade emocional