Address
304 North Cardinal
St. Dorchester Center, MA 02124
Work Hours
Monday to Friday: 7AM - 7PM
Weekend: 10AM - 5PM
Address
304 North Cardinal
St. Dorchester Center, MA 02124
Work Hours
Monday to Friday: 7AM - 7PM
Weekend: 10AM - 5PM

Ser traída é mais do que uma dor.
É um rompimento profundo daquilo que sustentava o seu mundo: a confiança.
De repente, tudo é colocado em dúvida.
O que o outro dizia, o que você sentia, até o que acreditava sobre si mesma.
Você começa a se perguntar:
A resposta é: sim.
Mas não da mesma forma.
E isso, no fundo, é uma boa notícia.
A traição abala mais do que o vínculo com quem mentiu.
Ela fere sua autoconfiança.
Faz você duvidar da própria intuição, da própria capacidade de escolher, de perceber sinais.
Por isso, o primeiro passo não é entregar a confiança a alguém novo.
É se reconectar com sua voz interna.
– Você não foi culpada pela traição.
– Confiar não foi um erro — foi um ato de entrega.
– A dor que você sentiu não te define.
Ela só mostra que você se importava.
Muita gente pensa que confiar é “acreditar sem questionar”.
Mas isso é ilusão, não confiança.
A confiança real é construída com base em atitudes, coerência e verdade.
Ela se forma com o tempo — e não com promessas rápidas.
Ao conhecer alguém novo, observe:
– A fala combina com as ações?
– Há espaço pra conversas difíceis?
– A pessoa respeita seus limites, sua história?
Você não precisa se entregar toda de uma vez.
Pode ir com calma — e isso não é medo. É sabedoria.
É natural que algumas feridas antigas reapareçam em uma nova relação.
Mas fique atenta: o novo parceiro não é o anterior.
Desconfiar o tempo todo, vasculhar o celular, interpretar silêncio como ameaça — tudo isso pode virar um autoengano: uma forma de evitar o medo de se machucar de novo… se machucando antes.
Se perceber esses padrões surgindo, pare e se pergunte:
E se for difícil distinguir, busque ajuda terapêutica.
Curar uma ferida profunda nem sempre é um caminho que se percorre sozinha.
Após uma traição, muitas pessoas baixam os padrões.
Acham que não merecem mais tanto.
Aceitam relações mornas só para não se sentirem vulneráveis.
Mas a verdadeira cura vem quando você reconhece que:
– Merece alguém leal
– Pode ter um relacionamento com paz, não tensão
– A confiança não é um luxo — é uma base essencial
Confiança não é um presente. É um acordo.
E quem não está disposto a construí-la com você, não merece ocupar esse lugar.
Confiar novamente não é um risco burro.
É uma escolha corajosa de quem decidiu não deixar que a dor defina seu futuro.
A confiança pode ser reconstruída — com cuidado, com tempo, com verdade.
E o mais bonito?
Ela se reconstrói primeiro dentro de você.
Quando você volta a acreditar na própria intuição,
quando sabe que pode se levantar mesmo se cair,
quando percebe que se amar é maior do que ser amada…
… você já está pronta.
Ser traída não foi sua falha — foi a do outro.
Mas a decisão de confiar de novo é sua escolha.
E ela não precisa ser apressada.
Pode ser devagar, com espaço, com limites claros.
Porque a confiança saudável não pede urgência.
Ela pede presença.
E quando você se sente segura dentro de si,
a chance de reconhecer o que é verdadeiro — e recusar o que não é — se torna seu maior escudo.
– A Coragem de Ser Imperfeito – Brené Brown
– Traição: Um Espelho da Relação? – Esther Perel
– Psicologia Viva – Artigos sobre reconstrução da confiança
– Instituto do Casal – Textos sobre infidelidade e vínculos saudáveis
– Portal Vittude – Conteúdos sobre autoestima pós-término