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Com o passar dos anos, acumulamos experiências que nos tornam mais conscientes — mas também mais cautelosos. Quem já sofreu por amor, já se anulou por alguém ou já viveu relações desequilibradas, muitas vezes chega à maturidade com feridas que afetam diretamente a autoestima.
A boa notícia? A maturidade também é um terreno fértil para reconstruir a autoconfiança. Afinal, com o tempo, aprendemos que o amor mais importante é o que temos por nós mesmos.
Neste artigo, vamos refletir sobre como fortalecer sua autoestima afetiva depois dos 35 e criar relações mais saudáveis, onde você não se perde para se sentir amado(a), e sim se compartilha — com presença, verdade e inteireza.
Porque ela define como você se posiciona nos relacionamentos:
– Quanto você tolera o que te machuca
– Quais limites você impõe (ou não)
– Quanta presença você oferece a si mesmo(a) quando o outro se afasta
– E, principalmente, se você escolhe por amor ou por carência
Quando a autoestima está fragilizada, é comum:
– Se contentar com migalhas afetivas
– Buscar validação constante no parceiro
– Medir o próprio valor pela atenção que recebe
– Aceitar relações em que não se sente visto(a) nem respeitado(a)
Fortalecer a autoestima, portanto, não é um luxo — é um requisito para viver relações mais honestas, recíprocas e libertadoras.
“O corpo já não é o mesmo”, “Hoje em dia ninguém quer compromisso”, “Já passei da idade de ser desejado(a)” — frases assim sabotam silenciosamente sua confiança.
Termos sido traídos, abandonados ou rejeitados pode nos fazer acreditar que “não somos bons o suficiente”. Mas isso fala mais sobre o outro do que sobre você.
Aos 40, 50 ou mais, ainda ouvimos perguntas como “e os filhos?”, “e o casamento?”, “vai ficar sozinho(a) até quando?”. Isso enfraquece a autoestima se você ainda mede seu valor pelo que esperam de você.
Em vez de olhar para o passado com culpa ou vergonha, olhe com generosidade. Você fez o melhor que podia com o que sabia na época. E hoje sabe mais — e pode fazer diferente.
Autoestima não é apenas mental. Está no jeito que você se alimenta, se veste, descansa, se respeita.
Quem se cuida com amor passa uma mensagem clara ao mundo: “meu bem-estar é valioso.”
Você sempre atrai pessoas indisponíveis? Se anula com facilidade? Sente que precisa “provar seu valor” para ser amado(a)?
Repetir padrão não é destino — é sinal de que algo precisa ser curado internamente.
Dizer “não” com calma é um dos maiores sinais de autoestima. É escolher preservar sua paz mesmo quando isso desaponta o outro. E isso é maturidade emocional.
Rodeie-se de pessoas que te enxergam com verdade e respeito. Relações afetivas saudáveis começam fora do romance também — com amigos, terapeutas, comunidades que validam quem você é.
A maturidade traz força, sabedoria e repertório. Você não precisa ser o(a) mais jovem da sala para ser desejável. Desejo verdadeiro nasce de presença, não de aparência.
Parece óbvio, mas muita gente deseja amor e, ao mesmo tempo, acredita que não é digno dele.
A autoestima começa quando você diz a si mesmo:
“Eu sou suficiente. Eu mereço um amor que me veja, me respeite e caminhe ao meu lado, não sobre mim.”
Fortalecer a autoestima na maturidade não é sobre se tornar perfeito(a), nem sobre nunca sentir medo ou insegurança.
É sobre não deixar que esses sentimentos te impeçam de viver o que você merece.
É ter coragem de se olhar com mais ternura. De se posicionar com mais clareza. E de se amar com mais constância do que espera ser amado(a).
Quando isso acontece, o amor deixa de ser busca frenética — e passa a ser encontro. Entre dois seres que não precisam se completar, porque já estão inteiros. E aí, sim, o amor pode florescer com liberdade.
– Brené Brown – A coragem de ser imperfeito
– Louise Hay – Você pode curar sua vida
– Clarissa Pinkola Estés – Mulheres que correm com os lobos
– Guy Winch – Emotional First Aid
– Psicologia Viva – Artigos sobre autoestima, vínculos e maturidade emocional