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Você terminou. A relação acabou. Mas o hábito continua: olhar o perfil do ex, ler comentários, assistir stories escondido(a), vasculhar curtidas…
É como se, mesmo longe, ele(a) ainda estivesse dentro do seu cotidiano — pela tela.
Stalkear o ex virou quase um vício emocional moderno. Disfarçado de “curiosidade”, muitas vezes esconde carência, apego e dificuldade de aceitar o fim.
Se você sente que esse hábito te prende, te fere ou te impede de seguir em frente, este artigo é pra você. Aqui, vamos entender por que isso acontece, e como dar passos reais em direção ao seu próprio recomeço.
Segundo neurocientistas, o cérebro associa relacionamentos a um sistema de recompensa.
Quando esse vínculo é cortado, ele entra em “síndrome de abstinência” — e buscar o ex online vira uma tentativa de aliviar esse vazio.
Mesmo sem falar com o ex, ver uma foto, um comentário, ou saber onde ele(a) esteve ativa gatilhos emocionais — te colocando de volta numa ilusão de vínculo.
Stalkear muitas vezes é menos sobre o que está lá… e mais sobre o que você imagina.
O cérebro preenche lacunas: “Será que ele(a) está feliz sem mim?”, “Com quem será que saiu?”, “Será que ainda sente algo?”
E cada pergunta gera mais ansiedade, não mais respostas.
– Você não elabora o luto da relação
– A dor é reativada constantemente
– Você compara sua vida com a do ex (geralmente baseada em aparências)
– Pode acabar agindo por impulso (mensagens, indiretas, recaídas)
– Sua autoestima fica refém da vida alheia
Enquanto olha pra trás, você não enxerga o que está à sua frente.
Negar que stalkeia só aumenta o peso.
Aceite: “Eu ainda olho, e isso está me fazendo mal.”
Reconhecer o padrão é o primeiro passo para mudá-lo.
– Deixe de seguir ou silencie o perfil dele(a)
– Apague o número (ou salve com outro nome para evitar recaídas)
– Use extensões ou apps que bloqueiam acesso temporário às redes
– Peça a um(a) amigo(a) para mudar sua senha por alguns dias
Você não precisa odiar o ex — só precisa proteger sua paz.
Quando você diz “não vou mais olhar”, seu cérebro se sente em perda.
Por isso, preencha esse tempo com outras coisas:
– Um podcast que te empodere
– Um curso novo
– Atividades que tragam prazer e presença
– Escrever um diário de cura
Trocar o foco é mais eficaz do que tentar forçar esquecimento.
Stalkear é um sintoma. O que está por trás?
– Medo de ficar só?
– Esperança secreta de retorno?
– Vontade de se vingar mostrando que “está melhor”?
Faça terapia se puder. Leia sobre luto afetivo. Fale com pessoas que te escutem.
Você não precisa atravessar isso só.
Quanto mais fortalecido(a) você estiver, menos sentirá necessidade de se comparar com o ex.
Invista em si. Relembre seus talentos, seu valor.
Crie novos projetos. Cuide da sua imagem por prazer — e não pra provar nada pra ninguém.
Tudo bem.
Cura não é linha reta. Mas cada vez que você escolhe voltar para si em vez de voltar pro feed do outro, você se fortalece.
Seja gentil consigo mesmo(a).
Você não está tentando esquecer alguém — está lembrando de quem é sem ele(a).
Parar de stalkear o ex é, antes de tudo, um ato de auto-respeito.
Não significa que você apagou tudo o que viveram.
Significa que agora você escolhe seguir leve — sem se ferir com o que já não te pertence.
A vida continua.
E quando você para de olhar tanto pra vida do outro, começa a ver que a sua também merece ser vivida, em tempo real.
– Gary Lewandowski – Breakup Reboot
– Brené Brown – A Coragem de Ser Imperfeito
– Psicologia Viva – Artigos sobre luto amoroso e redes sociais
– Instituto de Psicologia da USP – Pesquisas sobre dependência emocional digital
– Guy Winch – Primeiros Socorros Emocionais