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Lidar com um ex pode ser uma das experiências mais desafiadoras emocionalmente — e ao mesmo tempo, uma das que mais revelam sobre nossa maturidade.
Seja por causa dos filhos, dos bens, da convivência social ou simplesmente pelo respeito à história vivida, manter um contato cordial (ou pelo menos respeitoso) com o ex pode ser necessário. Mas como fazer isso sem se perder em ressentimentos, mágoas ou jogos emocionais?
Este artigo é um guia prático e emocionalmente honesto para te ajudar a lidar com seu ex com mais clareza, presença e dignidade — mesmo que o término tenha sido difícil.
Ser maduro(a) não significa não sentir. Significa sentir e escolher com consciência como agir. Você pode estar magoado e, ainda assim, manter o respeito. Pode sentir saudade e, mesmo assim, não se reaproximar se isso for nocivo.
Maturidade é colocar os valores acima dos impulsos.
Se a separação foi recente, evite manter contato excessivo sob o pretexto de “amizade”. Dê tempo e espaço para que ambos reorganizem seus afetos.
Manter limites saudáveis ajuda a cicatrizar. Confunda menos, machuca menos.
Alguns limites importantes:
– Não conversar todos os dias sem necessidade
– Evitar redes sociais e trocas ambíguas
– Só manter vínculos práticos (como filhos ou pendências) com objetividade
É natural querer ser compreendido, ou até “vencer” uma discussão mal resolvida. Mas, se o ex ainda provoca, cutuca ou distorce fatos, a melhor resposta é não entrar no jogo.
Lidar de forma madura é entender que nem tudo precisa ser respondido. A paz vale mais que a última palavra.
Se houver filhos, o foco deve ser neles — e não na briga mal resolvida entre os adultos.
Evite falar mal do outro na frente da criança, manipular situações ou fazer disputas afetivas.
Filhos não deveriam carregar o peso emocional da separação dos pais.
Manter uma comunicação funcional com o ex nesse caso é um ato de maturidade e amor.
Lidar bem com o ex também envolve cuidar de si. Se você ainda está emocionalmente dependente ou com raiva, talvez precise de espaço para elaborar isso antes de tentar uma convivência saudável.
Isso pode incluir:
– Fazer terapia
– Escrever sobre o que sente
– Evitar reviver conversas antigas
– Buscar apoio de amigos confiáveis
Se não há mais vínculo prático (como filhos ou trabalho), você não tem obrigação de manter amizade.
Seja educado, mas não precisa ser confidente. Isso protege você de recaídas, ambivalências ou reaberturas desnecessárias.
Não espere que o outro aja da mesma forma que você. Nem todo ex será gentil, justo ou evoluído.
Sua maturidade não depende do comportamento dele — depende da sua escolha de não repetir padrões que te machucam.
Se o outro é hostil, limite o contato ao mínimo necessário. Se é frio, não tente forçar gentileza. Faça a sua parte e preserve sua paz.
Lidar com um ex de forma madura e pacífica é um exercício de amor-próprio, respeito e inteligência emocional.
É aceitar que a história teve valor, mas que o presente exige outra postura.
É agir com verdade — não por raiva, nem por saudade —, mas por integridade.
E isso, por si só, já é um tipo de cura.
– Harriet Lerner – A Dança da Raiva
– Guy Winch – Emotional First Aid
– Psicologia Viva – Artigos sobre separação consciente
– Esther Perel – O Amor em Tempos Modernos
– Instituto Gottman – Pesquisas sobre pós-término e coparentalidade saudável