Address
304 North Cardinal
St. Dorchester Center, MA 02124
Work Hours
Monday to Friday: 7AM - 7PM
Weekend: 10AM - 5PM
Address
304 North Cardinal
St. Dorchester Center, MA 02124
Work Hours
Monday to Friday: 7AM - 7PM
Weekend: 10AM - 5PM

Poucas perguntas dividem tanto opiniões quanto esta: dá para ser amigo do ex?
Alguns respondem prontamente que sim, outros dizem que é impossível. Mas, como em quase tudo que envolve o afeto humano, a resposta mais honesta é: depende.
Depende da história vivida, da forma como o relacionamento terminou, do grau de maturidade emocional dos envolvidos e — principalmente — das intenções por trás dessa amizade.
Neste artigo, vamos explorar os diferentes cenários em que a amizade com um ex pode ser saudável, perigosa ou simplesmente desnecessária. Não para definir o que é certo ou errado, mas para ajudar você a entender o que é verdadeiro no seu caso.
Casais que terminaram de forma madura, sem traições ou mágoas profundas, às vezes conseguem preservar um afeto sincero. Não há mais desejo romântico, mas ainda existe carinho, admiração e respeito.
Nesse cenário, a amizade não é um resquício do passado — é uma nova forma de vínculo.
A amizade entre ex só funciona se ambos não desejam mais voltar, nem usam o contato como forma de manter esperança ou controle. Isso exige honestidade com os próprios sentimentos.
Como diz o terapeuta Guy Winch, “o apego disfarçado de amizade costuma ser uma armadilha emocional”.
Nesse caso, a amizade pode ser mais uma necessidade do que uma escolha afetiva. Manter uma convivência respeitosa, cooperativa e cordial é fundamental para o bem-estar da criança. Se for possível cultivar uma amizade real, melhor ainda — desde que os papéis estejam bem claros.
Se um dos dois ainda tem expectativas românticas, a amizade vira um campo de ilusão. O contato contínuo só prolonga o sofrimento e impede que a ferida feche.
O nome disso não é amizade. É apego emocional disfarçado.
É preciso maturidade para que a amizade com o ex não gere insegurança ou desconforto na nova relação. Mesmo que não haja segundas intenções, o ideal é que tudo seja transparente e respeitoso.
Amizade verdadeira não se esconde.
Às vezes, o ex virou “melhor amigo” porque a vida ficou sem outras conexões reais. Isso cria uma codependência disfarçada, onde a pessoa não consegue se desligar para construir algo novo.
Nesses casos, o mais honesto pode ser dar um tempo. Não como punição, mas como forma de reencontro consigo mesmo.
– Eu realmente superei essa relação ou ainda espero algo do outro?
– Me sinto fortalecido(a) com esse vínculo ou confuso(a)?
– Essa amizade interfere nos meus relacionamentos atuais?
– Estou sendo honesto(a) com o outro ou mantendo o vínculo por medo de perder totalmente?
– Se o outro se afastasse hoje, eu me sentiria livre ou abandonado(a)?
As respostas a essas perguntas não precisam ser perfeitas. Mas precisam ser verdadeiras.
Ser amigo do ex é possível, sim — mas não é obrigatório, nem sempre é saudável.
Em alguns casos, é bonito ver um amor se transformar em amizade. Em outros, a distância é o cuidado mais amoroso que se pode oferecer. Nenhuma dessas opções é sinal de imaturidade ou fraqueza.
O importante é perceber qual vínculo está vivo agora — e se ele é fonte de crescimento, paz e integridade. Relações não precisam durar para sempre para terem valor. E, às vezes, seguir caminhos diferentes é o que permite que o afeto amadureça — mesmo à distância.
Seja como for, que o próximo passo seja tomado com verdade.
– Guy Winch – Emotional First Aid
– Esther Perel – The State of Affairs
– Psicologia Viva – Artigos sobre vínculos pós-término
– Brené Brown – A Coragem de Ser Imperfeito
– Instituto Gestalt SP – Publicações sobre laços afetivos e separações conscientes