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Apaixonar-se é um dos movimentos mais intensos da alma. Envolve entrega, surpresa, presença — e, inevitavelmente, um certo risco.
Por isso, depois de um término doloroso, uma traição, ou um amor que nos deixou marcados, é natural que surja o medo.
O medo de se apaixonar de novo é comum, especialmente depois dos 35, quando já se viveu o suficiente para saber que nem todo “para sempre” dura, e que nem toda promessa se cumpre.
Mas o que pouca gente diz é que esse medo, se não for cuidado, pode virar um escudo tão rígido que nem o amor mais sincero consegue atravessar.
Neste artigo, vamos entender de onde vem esse medo, como ele se manifesta, e como superá-lo com presença, autocompaixão e maturidade emocional.
Términos traumáticos, traições, rejeições profundas ou relações abusivas deixam marcas. E a memória da dor nos convence de que sentir de novo é perigoso. É um mecanismo de proteção — mas que, com o tempo, pode virar prisão.
Algumas pessoas não têm medo do outro, mas de si mesmas. “E se eu me iludir de novo?”, “E se eu não souber escolher?”.
Quando nos sentimos traídos pelo nosso próprio julgamento, tendemos a bloquear o desejo para evitar novos erros.
Apaixonar-se, por definição, nos tira um pouco do chão. A razão não manda sozinha. E isso pode assustar quem já construiu uma vida estável, livre ou solitária.
Mas amar não é perder o controle — é permitir que a vida entre. Com cuidado, com escuta, com limites.
– Você conhece alguém interessante, mas se retrai antes mesmo de se envolver
– Passa a enxergar defeitos em todo mundo como forma de se proteger
– Se mantém emocionalmente indisponível, mesmo querendo companhia
– Reage com frieza ou desinteresse quando sente algo forte, para não parecer vulnerável
– Sabota vínculos promissores por antecipar dores que nem aconteceram
O medo não precisa desaparecer completamente. Mas precisa parar de te paralisar.
Você não está errado(a) por sentir medo. Está apenas humano. O primeiro passo é acolher esse medo com maturidade — não como fraqueza, mas como um convite à autocompreensão.
Permita-se nomear: “Eu tenho medo de me apaixonar, mas também desejo viver algo novo.”
Essa honestidade interna já muda tudo.
O passado não muda — mas a forma como você o carrega pode mudar.
Tente olhar para seus antigos relacionamentos com menos culpa e mais aprendizado.
Em vez de pensar “eu me perdi por amar”, experimente: “eu aprendi mais sobre mim por ter amado”.
O medo diminui quando a ferida vira sabedoria.
Você pode se apaixonar mesmo com um pouco de receio. Não precisa esperar a cura completa para se abrir.
A segurança emocional não vem da promessa de que não vai doer, mas da certeza de que você sabe se cuidar mesmo se doer.
Ao sentir uma conexão nova, não fuja. Respire. Permita-se sentir aos poucos.
Você pode impor limites, manter sua individualidade, observar com clareza — e ainda assim se abrir.
O coração não precisa se lançar de vez. Ele pode se aproximar, passo a passo, como quem retoma confiança depois de uma noite escura.
Se o medo estiver muito profundo, ou ligado a traumas afetivos, vale a pena buscar terapia.
Um profissional pode te ajudar a reorganizar memórias, fortalecer a autoestima e abrir espaço interno para um novo amor sem repetições destrutivas.
Apaixonar-se de novo é um risco — sim. Mas também é um convite à vida.
E, depois de tudo o que você viveu, talvez agora você esteja mais preparado(a) do que nunca.
Porque agora você não se entrega por carência. Você se abre por escolha.
Com os pés no chão, mas com o coração ainda disposto.
O medo é só um lembrete de que você já sentiu muito. A coragem é o que nasce quando você decide sentir de novo — com mais verdade e menos ilusão.
Você não precisa correr. Mas pode, sim, se permitir.
– Guy Winch – Emotional First Aid
– Brené Brown – A coragem de ser imperfeito
– Esther Perel – O amor nos tempos modernos
– Psicologia Viva – Artigos sobre relações afetivas e autossabotagem
– Harriet Lerner – A dança da conexão