O que aprendi sobre mim depois de 2 términos dolorosos

Depois de dois términos que me deixaram em pedaços, precisei encarar algo mais assustador do que a solidão: eu mesma.

Sempre fui intensa. Amava como quem mergulha de olhos fechados num mar desconhecido. Me doava inteira, mesmo sem garantias. Hoje percebo que muito disso não era só amor — era medo de ser deixada, era uma vontade desesperada de ser escolhida, de finalmente ser “aquela” por quem alguém ficaria.

Sou empata. Sinto demais, absorvo o que o outro sente como se fosse meu. Isso me fez cuidar, muitas vezes, mais do outro do que de mim. Achava que se eu fosse boa o suficiente, presente o suficiente, compreensiva o suficiente… ninguém iria embora.

Mas foram embora. E doeu. Como se arrancassem pedaços de mim que eu nem sabia que tinha entregue.

Depois do segundo término, veio o vazio — mas também, aos poucos, o silêncio que me permitiu ouvir algo novo: a minha própria voz. Descobri que meu valor não está em ser indispensável pra alguém. Está em ser inteira pra mim.

Percebi meus padrões. Como atraía pessoas emocionalmente indisponíveis, talvez porque, no fundo, eu também não estava totalmente disponível pra mim. Como me apagava aos poucos, com medo de ser “demais”. E ironicamente, ainda assim, era sempre “demais” quando eles decidiam ir embora.

Aprendi a respeitar minha sensibilidade, sem deixar que ela vire autoabandono. A colocar limites, sem me sentir cruel. A me escolher, não como vingança, mas como cura.

Hoje, ainda acredito no amor. Mas antes dele, acredito em mim. E isso — isso ninguém mais pode me tirar.

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