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Depois de um término difícil, de anos vivendo em função do outro, ou de silenciar seus próprios desejos por muito tempo, chega um momento em que você olha para si e percebe:
“Preciso voltar pra mim.”
Nem sempre é uma decisão consciente.
Às vezes é o cansaço. Às vezes, o vazio.
Outras vezes, a vida tira o que já não te cabia — e você se vê obrigada a recomeçar de um ponto esquecido: você mesma.
Esse é o retorno mais silencioso… e mais transformador.
Porque antes de amar alguém de novo, é preciso reaprender a se bastar.
Não é viver sozinha para sempre.
Não é não querer mais ninguém.
É saber que, mesmo em silêncio, você é suficiente.
Mesmo sem plateia, você tem valor.
Mesmo sem o outro, você é inteira.
Se bastar é andar com as próprias pernas emocionais.
É não colocar sua felicidade na mão de quem vai ou vem.
É voltar a habitar o próprio corpo, os próprios gostos, os próprios dias — sem precisar de aprovação constante.
Esperar sentir amor próprio pra começar a cuidar de si é como esperar ter fôlego pra só então respirar.
O amor próprio vem da prática — não do ideal.
– Dormir bem é amor próprio
– Dizer “não” quando algo te fere é amor próprio
– Terminar o que você começou por si mesma é amor próprio
– Não se humilhar por atenção é amor próprio
Você se basta quando começa a agir como alguém que se respeita — mesmo nos dias em que ainda não se sente assim.
Aprender a se bastar também envolve encarar a dor de ter se abandonado.
– Quantas vezes você se calou pra manter a paz?
– Quantas escolhas foram feitas pensando só no outro?
– Em que momento você parou de se escutar?
É difícil, sim. Mas esse luto é necessário.
Porque só quando você reconhece o que perdeu de si é que pode realmente se reencontrar.
A solidão, quando você se rejeita, é um castigo.
Mas quando você se ama, ela vira abrigo.
Crie rituais que te reconectem com você:
– Tomar um café sem pressa
– Voltar a ouvir músicas que gosta
– Caminhar sem destino, só pra estar presente
– Ler algo que expanda, não apenas distraia
Não espere um par para viver.
Seja sua companhia favorita — e o resto chega com mais leveza.
Quando o amor próprio volta antes de qualquer outro, os encontros mudam de qualidade.
Você não entra em uma relação por carência.
Não negocia respeito por afeto.
Não aceita migalhas por medo de ficar sozinha.
Você escolhe com calma, com critério, com verdade.
E se o outro for embora, você não desaba — porque não se perdeu no caminho.
Se bastar não é orgulho, nem isolamento.
É força. É liberdade.
É poder olhar no espelho e saber que, com ou sem alguém ao lado,
você se sustenta.
Quando o amor próprio volta,
tudo muda:
– Os afetos ganham leveza
– Os limites ganham voz
– A vida volta a ser sua
E aí, sim, quando (e se) um novo amor vier, ele não encontrará um buraco para preencher —
mas um coração inteiro, pronto para somar.
– Mulheres que Correm com os Lobos – Clarissa Pinkola Estés
– A Coragem de Ser Imperfeito – Brené Brown
– Instituto do Casal – Artigos sobre autoestima e vínculos saudáveis
– Psicologia Viva – Textos sobre autovalor, recomeço e amor próprio
– Portal Personare – Reflexões sobre solitude, amadurecimento e autocuidado