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Você está em um novo relacionamento. A conexão é boa, o presente é promissor, mas… o passado do outro começa a incomodar.
Pode ser um(a) ex marcante, uma história mal resolvida, ou até algo que ele(a) compartilhou e que ficou ecoando na sua mente.
É mais comum do que parece. E não tem a ver com posse ou ciúmes exagerados — mas com a dificuldade que muitos de nós temos em lidar com o que veio antes de nós.
A boa notícia? É possível acolher esse desconforto com consciência, conversar sobre ele com maturidade e evitar que ele se transforme em crise.
Neste artigo, você vai entender o que está por trás desse incômodo e como lidar com ele sem brigas, chantagens emocionais ou acusações.
Mesmo sem querer, é fácil cair em comparações:
– “Será que ele(a) amou mais o ex do que me ama agora?”
– “E se ele(a) ainda sente algo?”
– “Eu conseguiria lidar com tudo o que ele(a) já viveu?”
Na base desse incômodo, geralmente estão:
– Insegurança sobre seu lugar na vida do outro
– Medo de não ser suficiente
– Desejo de exclusividade emocional (mesmo no passado)
– Falta de clareza sobre o que ainda está vivo na relação anterior
A mente projeta. A fantasia cresce. E se a comunicação não for aberta, a ansiedade ocupa espaço que poderia ser de presença.
Antes de cobrar ou acusar, reconheça o que você está sentindo.
É ciúmes? É insegurança? É uma sensação de inadequação?
Dar nome às emoções é o primeiro passo para não ser dominado(a) por elas.
Pergunte-se:
“Isso tem mais a ver com o outro… ou com algo que eu preciso curar em mim?”
Você também tem um passado. E ele te formou — como o do outro formou ele(a).
Ninguém começa do zero.
Mas relacionamentos maduros não exigem “apagamento” do passado. Exigem presença no agora.
Quando você tenta competir com a história anterior, perde a chance de escrever uma nova.
Se algo do passado do parceiro está presente demais (mencionar o ex o tempo todo, manter contato excessivo, evitar assuntos mal resolvidos), você tem todo direito de conversar.
Mas com calma. Sem acusações.
Diga, por exemplo:
“Quando você fala tanto de fulano(a), eu me sinto inseguro(a), como se o passado ainda estivesse muito vivo. Podemos conversar sobre isso?”
Foque no efeito da situação sobre você, e não em apontar erros.
A tentação de “fuçar” o passado, analisar fotos antigas, ou vigiar redes sociais pode ser grande. Mas isso só alimenta a ansiedade.
Quem procura, geralmente encontra — e interpreta mal.
Mais do que controlar o outro, foque em fortalecer a confiança entre vocês.
A intimidade se constrói com tempo, não com vigilância.
Muitas vezes, o incômodo com o passado do outro é só um reflexo da sua própria relação consigo mesmo(a).
Fortalecer sua autoestima te torna menos vulnerável a comparações e mais disponível para viver o presente de forma leve.
Cuide de si. Relembre o que você tem de único.
E, principalmente, perceba que o outro está com você agora — e não por acaso.
Se o parceiro:
– Mantém vínculo tóxico ou ambíguo com o(a) ex
– Compara você abertamente com outras pessoas
– Fala mais do passado do que do presente
– Não deixa claro que o ciclo anterior está encerrado
… então sim, vale conversar de forma mais direta.
Mas ainda assim, com respeito. Porque a maturidade está em cuidar do que sentimos — sem ferir quem amamos.
Relacionamentos maduros não são feitos de amnésia. São feitos de presença.
Você não precisa competir com o passado do outro — você precisa viver o agora com ele(a), com verdade e abertura.
O que passou faz parte. Mas não precisa ser uma ameaça.
Se existe afeto, respeito e construção mútua, não há sombra que apague a luz do presente.
– Brené Brown – A Arte da Imperfeição
– Esther Perel – Sexo no Cativeiro
– Harriet Lerner – A Dança da Intimidade
– Instituto Gottman – Pesquisas sobre ciúmes e segurança emocional
– Psicologia Viva – Artigos sobre insegurança afetiva e vínculo maduro