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Depois dos 40, muita gente acredita que o tempo do amor já passou.
Ou que, se vier, será menos intenso.
Mais seguro, mais racional, mais frio.
Mas então a vida surpreende.
Às vezes, esse novo amor chega como um reencontro — com alguém do passado, com alguém que te reconhece sem máscaras, ou até como um reencontro com uma parte sua que estava adormecida.
E o que era pra ser “tarde demais” se transforma na hora exata.
Não é rascunho. Não é substituição.
É amor com história, com consciência, com menos pressa — e mais presença.
Você já sabe o que não quer.
Já reconhece os próprios limites.
E se entrega com os dois pés no chão… mas o coração ainda aberto.
Esse amor não é menor.
É amor com filtro de maturidade.
Alguns reencontros são literais:
– Um colega da juventude
– Alguém com quem já houve uma faísca
– Uma conexão que ficou em pausa por anos
Outros reencontros são simbólicos:
– Você se reencontra com o tipo de relação que sempre desejou
– Encontra alguém que desperta o que estava adormecido
– Ou até se surpreende com um amor que não fazia parte dos seus “planos”
Não importa de onde vem — o que importa é como toca.
Se você já se feriu, se decepcionou ou passou por um divórcio difícil, o novo amor pode trazer medo.
Medo de repetir padrões.
Medo de parecer ridículo.
Medo de que seja “tarde demais”.
Mas a verdade é:
você pode ter medo e ainda assim escolher viver.
O segredo não é eliminar o medo.
É não deixar que ele decida tudo por você.
Muitas vezes, projetamos no novo o que faltou no antigo.
Queremos provas, garantias, promessas imediatas.
Mas o amor saudável não nasce da ansiedade.
Ele floresce onde há espaço para ser — sem cobranças irreais, sem idealizações forçadas.
A beleza do amor depois dos 40 é justamente a liberdade de ir com calma.
De conhecer, de construir, de viver — um dia de cada vez.
Esse novo amor não vai apagar as marcas do passado.
Mas pode te mostrar que amar de novo é possível.
Pode te lembrar que você ainda é capaz de encantar e ser encantado(a).
Pode provar que o fim de uma história não é o fim da sua capacidade de sentir.
Curar não é fingir que não doeu.
É poder tocar aquela lembrança sem se romper por dentro.
E isso, muitas vezes, só acontece quando algo novo, leve e verdadeiro entra na sua vida.
Reencontros que curam não acontecem só com pessoas.
Às vezes, o amor que te cura é aquele que te conecta com quem você sempre foi — antes de tudo dar errado.
Se um novo amor cruzou seu caminho depois dos 40, não fuja.
Sinta com calma.
Observe com clareza.
E, se fizer sentido, permita-se viver.
Porque não importa a idade —
quando o amor vem com verdade, ele sempre chega na hora certa.
– Amar e Ser Livre – Sri Prem Baba
– A Coragem de Ser Imperfeito – Brené Brown
– Instituto do Casal – Textos sobre relacionamentos na maturidade
– Psicologia Viva – Artigos sobre vínculos afetivos em novas fases da vida
– Portal Vittude – Conteúdos sobre recomeços amorosos